Menina morre afoga em piscina de hotel em Balneário Camboriú

Criança de 7 anos ficou com cabelo preso em ralo embaixo d'água por seis minutos.

Por JB Negócios 17/07/2017 - 15:07 hs

A Polícia Civil investiga a morte de uma menina de sete anos na piscina de um hotel em Balneário Camboriú, no domingo (16). O cabelo de Rachel Rodrigues Novaes Soares ficou preso no ralo. O local não possuía sistema de segurança para desativar a sucção, como mostrou o Jornal do Almoço desta segunda (17).

O afogamento aconteceu na piscina infantil de 60 centímetros de profundidade. O cabelo da menina ficou preso na entrada de aspiração do filtro da piscina, que fica na área de lazer do hotel, no Centro da cidade.

Rachel estava na cidade com a mãe. A família, de Guarujá (SP), passaria férias na cidade catarinense.

Segundo a Polícia Civil, o responsável pelo hotel pode responder por homicídio culposo, pois não havia o sistema de sucção previsto em lei.

O advogado do hotel confirmou que não havia sistema antissucção na piscina, mas alega que não houve irregularidade porque a menina estava acompanhada da mãe e a piscina é infantil.

Testemunhas contaram aos bombeiros que a menina ficou debaixo d'água por cerca de seis minutos, do momento em que cabelo ficou preso até a chegada de outros hóspedes que conseguiram resgatá-la.

Um guarda-vidas civil que passava pelo local tentou fazer a reanimação, mas Rachel teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Sistema para prevenir sucção

Uma lei estadual de novembro de 2015 obrigada a instalação, em todas as piscinas residenciais ou coletivas, de um sistema antissucção para evitar acidentes desse tipo. Em novembro de 2016, terminou o prazo para adaptação à lei, ficando sujeitos à interdição das piscinas, em caso de não cumprimento.

Com o sistema, a sucção é interrompida assim que é detectado o objeto estranho no ralo.

"Essa lei deu período de um ano para todas as edificações se regularizarem e o atestado de funcionamento que o bombeiro permitiu para esse hotel foi feito antes de terminar esse prazo", diz o tenente do Corpo de Bombeiros Walter Mendonça de Pereira Neto.

O Corpo de Bombeiros já havia solicitado que a lei deixasse mais claro que a fiscalização é de responsabilidade dos bombeiros.

Orientação

Por causa do risco de sucção e de outros riscos, a orientação dos bombeiros é não deixar crianças em piscina sem supervisão.

"Por mais que haja pouca profundidade, uma boia, algum instrumento de segurança, não pode, de maneira alguma, informar aos pais e uma pessoa próxima que essa criança está em um local controlado. Sempre tem que manter a supervisão", detalha o tenente dos bombeiros.